Um bocadito para lá das aparências
Domingo, 24 de Junho de 2007
Eterno Feminino

Ao que parece, segundo uma notícia de fim de telejornal, os homens estão a ficar tão cuidadosos com a imagem como as mulheres. Segundo a reportagem, são muitos os homens que procuram atendimento especializado depilatório, e usam cremes e frequentam a manicure e passam horas frente ao espelho estudando cuidadosamente cada imperfeição. Fiquei algo surpreendido com a notícia, e espero francamente que neste caso a regra não passe de umas quantas excepções.


Já que actualmente a luta das senhoras passa pela conquista da igualdade, deviam fazer um esforço para abdicar dos truques que caracterizam a sua forma de insinuação. Mas não, segundo a notícia atrás referida as tendências manifestam-se pela inversa. Por este caminho, ainda vou assistir num futuro próximo, a exercícios masculinos de equilibrismo em cima de saltos altos enquanto os glúteos demarcados rebolam na esperança de captar algum olhar mais debochado. E na realidade, devia ser o contrário, deviam ser elas a descer com os calcanhares ao chão. A preocupação excessiva com o aspecto físico nunca fez parte do imaginário masculino. Os homens, desde sempre que recorreram a métodos diferentes para captar a atenção e dar nas vistas. A não ser em certos casos, de certos senhores que recorrem habitualmente às lantejoulas, francamente não sei com que intenção, transcende a minha simplicidade.


Mas não, elas não abdicam da perenidade dos seus estratagemas de sedução. E não abdicam porque é uma condição natural, inata, instintiva. É através da ostentação da sua sensualidade que normalmente alcançam a supremacia. São as mulheres que têm a última palavra porque são elas que esperam e é ao homem que compete avançar. Nestas condições é muito fácil dar passos em falso. Normalmente é o homem que bate com a cabeça no candeeiro, porque acabou por cair nos ardis da malícia da sedução feminina, nas suas armadilhas. A voluptuosidade é a sua melhor arma e disso depende a ostentação dos atributos físicos.


Não creio que irei futuramente assistir a desfiles de homens de salto alto e lábios pintados a carmesim, com rabiosques salientes e bambaleantes, depilados, manicurados – artificiais, produzidos. Simplesmente porque essa atitude não está escrita no seu código genético. Seria demais desejar que fossem antes as senhoras a abdicar de toda a “produção” que as caracteriza e sem a qual, ao que parece, não sabem nem conseguem viver? Sem as suas armas de sedução que se caracterizam por uma tendência para o cultivo das aparências?




publicado por Transbordices às 23:40
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