Um bocadito para lá das aparências
Terça-feira, 12 de Junho de 2007
Hermenêutica

Qual dos dois tipos leva vantagem? Sintético e preciso ou extenso e com rodeios? Na prossecução da clarificação de uma ideia dúbia qual das duas formas leva vantagem quando em confronto directo? O indivíduo que tem a capacidade para expor nitidamente o seu ponto de vista numa simples frase curta e directa ou outro que recorre a um discurso longo e com rodeios?


Provavelmente a primeira forma será mais adequada à exposição escrita, e a segunda à exposição oral. Na leitura, os pequenos pormenores não passam despercebidos, e tudo o que venha por excesso assume contornos de recorrência. Já na exposição oral, os níveis de concentração são mais diluídos, e quanto mais hermético e denso for o discurso mais difícil se torna a sua compreensão imediata. Ouvir um discurso semelhante à leitura de um texto denso não abona à interpretação, assim como ler um texto ralo e recorrente não abona à qualidade do raciocínio de quem o compôs. Entretanto na comunicação oral estes pormenores passam em claro, e quantas vezes não leva o insistente e medíocre vantagem sobre o contido mas brilhante só porque enche o espaço todo? E os discursos envolventes na defesa das ideias erróneas? As explicações intermináveis de noções erradas? Tudo bem, desde que se esteja disposto a assumir o erro assim que é compreendido. Insistir no erro com plena consciência do mesmo não abona às causas nobres, pena é que existam por aí muitos “plebeus da razão”... Estes últimos até podem ser herdeiros da coroa...



publicado por Transbordices às 16:07
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