Um bocadito para lá das aparências
Sexta-feira, 29 de Junho de 2007
Manifesto

Sinto-me revoltado com o conteúdo de alguns blogs que por aí proliferam. Chego ao fim dos posts que lá se publicam e sinto crescer em mim o complexo da “empáfia”, transpiro bazófia. São artigos escritos por gente que se agiganta fazendo todo o resto pequenino. Não chego a perceber se tais textos são animados por inteligência excessiva ou pura fanfarronice. Por mim desconfio das pseudo-inteligências que se auto-promovem visando fragilidades alheias, que realçam tudo o que está mal não sugerindo melhoras – profetas da miséria, abutres que alimentam o ego à custa do que está moribundo.


Sinto assomar em mim o complexo da empáfia mas não lhe cedo, resiste Zé. Não vou esquecer os meus limites. Não vou esquecer que não sou perfeito. Não vou contribuir para intensificar a dor de quem sofre. Não vou desistir de tentar melhorar o que pode ser melhorado. Não vou esquecer que não sou omnipotente, que existem factores que me escapam e que por isso não devo apressar-me a julgar superficialmente. Vou continuar a ser um benemérito “bom samaritano”. Vou procurar continuar a ser mentalmente higiénico e moralmente são. Não tenho vergonha de usar estas palavras... Não vou ser corrompido, não o vou permitir...


Há dois tipos de atitudes que me transtornam. A “ignorância orgulhosa” e a “empáfia soberba”. Ambas são catastróficas porque conduzem à estagnação do espírito. A primeira porque se recusa a progredir por teimosia, a segunda porque não esclarece por soberba. Ambas podem ser simbolizadas através da figura que aponta com o dedo esticado e o sobrolho franzido. A primeira devia perguntar com maior frequência, a segunda evitar acusações. Ambas pecam pela intolerância e reconduzem à ignorância. Ambas justificam a violência.


Por mim vou-me passeando nas margens, procurando não esquecer a minha condição. Não faço intenção de agarrar a lua, não tenho tamanho para isso. E até te posso ajudar se a quiseres agarrar, tu que estás convencido que lá podes chegar. Por mim basta-me ir a teu lado, alerta... Atento ao que posso melhorar, em ti e em mim...



publicado por Transbordices às 15:37
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Quarta-feira, 27 de Junho de 2007
Big Brother

Cuidem-se todos os que pensam que a blogosfera é um meio privilegiado para a expressão anárquica e acrítica. Até na blogosfera a liberdade de expressão tem os seus limites. A decência devia ser a linha delimitadora da expressão bloguistíca.


As recentes intenções do Primeiro Ministro Exmo. Sr. Eng. José Sócrates em mover um processo judicial por difamação ao autor do blog “doportugalprofundo.blogspot.com” assim o comprovam. Esta realidade apenas vem mostrar e comprovar que o “big brother” está de olho nos blogs e em cada um de nós (paranóias à parte). Talvez se torne necessário começar a cuidar as apreciações e os comentários e não só quando estão em jogo altas individualidades da nação ou os poderosos. Nestas coisas o zé povinho fica sempre a perder, porque nem sempre tem facilidade em recorrer aos instrumentos necessários para se defender, nem o poder económico para tal. Essas diligências são sempre mais acessíveis para os poderosos.


Pensem duas vezes antes de comentar, principalmente se estiver em jogo o diploma do nosso Primeiro Ministro. Os últimos tempos caracterizam-se por uma opressão encarniçada contra os que metem em causa a sua autenticidade. Que é que isto nos faz lembrar? Duas coisas:


1- Regime opressivo que não admite a contestação?

Ou

2- Apelo para a prática de bons costumes com uma clara contestação à chincalhice?


Destas duas venha “o diabo ou um santo” - e escolha...



publicado por Transbordices às 17:42
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Domingo, 24 de Junho de 2007
Eterno Feminino

Ao que parece, segundo uma notícia de fim de telejornal, os homens estão a ficar tão cuidadosos com a imagem como as mulheres. Segundo a reportagem, são muitos os homens que procuram atendimento especializado depilatório, e usam cremes e frequentam a manicure e passam horas frente ao espelho estudando cuidadosamente cada imperfeição. Fiquei algo surpreendido com a notícia, e espero francamente que neste caso a regra não passe de umas quantas excepções.


Já que actualmente a luta das senhoras passa pela conquista da igualdade, deviam fazer um esforço para abdicar dos truques que caracterizam a sua forma de insinuação. Mas não, segundo a notícia atrás referida as tendências manifestam-se pela inversa. Por este caminho, ainda vou assistir num futuro próximo, a exercícios masculinos de equilibrismo em cima de saltos altos enquanto os glúteos demarcados rebolam na esperança de captar algum olhar mais debochado. E na realidade, devia ser o contrário, deviam ser elas a descer com os calcanhares ao chão. A preocupação excessiva com o aspecto físico nunca fez parte do imaginário masculino. Os homens, desde sempre que recorreram a métodos diferentes para captar a atenção e dar nas vistas. A não ser em certos casos, de certos senhores que recorrem habitualmente às lantejoulas, francamente não sei com que intenção, transcende a minha simplicidade.


Mas não, elas não abdicam da perenidade dos seus estratagemas de sedução. E não abdicam porque é uma condição natural, inata, instintiva. É através da ostentação da sua sensualidade que normalmente alcançam a supremacia. São as mulheres que têm a última palavra porque são elas que esperam e é ao homem que compete avançar. Nestas condições é muito fácil dar passos em falso. Normalmente é o homem que bate com a cabeça no candeeiro, porque acabou por cair nos ardis da malícia da sedução feminina, nas suas armadilhas. A voluptuosidade é a sua melhor arma e disso depende a ostentação dos atributos físicos.


Não creio que irei futuramente assistir a desfiles de homens de salto alto e lábios pintados a carmesim, com rabiosques salientes e bambaleantes, depilados, manicurados – artificiais, produzidos. Simplesmente porque essa atitude não está escrita no seu código genético. Seria demais desejar que fossem antes as senhoras a abdicar de toda a “produção” que as caracteriza e sem a qual, ao que parece, não sabem nem conseguem viver? Sem as suas armas de sedução que se caracterizam por uma tendência para o cultivo das aparências?




publicado por Transbordices às 23:40
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Quinta-feira, 21 de Junho de 2007
Os Pardais

Lá entrei no Mac Donnalds, faz mal e engorda mas sabe bem. De vez em quando lá vai um burger, ou um sunday. Esperei a minha vez na fila, e como habitualmente sou atendido com um grande sorriso e sobretudo, uma insistência incomum na fixação do olhar, fosse eu alinhar e certamente me viriam lágrimas aos olhos – peço com os olhos no horizonte só para chatear. Têm instruções para isso, conforme constatei no outro dia. Li um sticky colado numa registadora onde figuravam as directivas. Estava explicada a razão porque os caixas pareciam querer fulminar-me com o olhar sempre que ia pagar, aquilo nunca me parecera normal.


O tempo estava abafado por nuvens de verão que sufocavam à frente do sol quente – combinação pouco comum, concentração anormal de humidade no ar. Sentei-me na esplanada, nuns bancos altos fixos, que não foram desenhados para acomodar pernas tão compridas como as minhas. Enquanto estrabuchava no aperto para encontrar posição observei um pardal que saltitava na mesa em frente. Destemido o sacana, fruto do hábito, cresceu ali rodeado de seres humanos – o hábito faz o monge. Logo surgiram mais dois, seguidos de outros tantos que procuravam migalhas por cima das mesas desocupadas. Afinal era um bando. Era vê-los, pouco incomodados com a minha presença, a depenicar por entre os intervalos das tábuas de madeira das mesas. Realmente por aqueles lados comida era coisa que não faltava. Mesmo quando levantei os braços repentinamente não se mostraram muito incomodados. Um pequeno sobressalto, um abrir de asas curto e brusco, um pulinho para a frente e pronto - de volta ao depenicanço. Por aqueles lados não se sabe o que é uma espingarda.


Foi então que notei algo invulgar. Aqueles pardais não eram normais. Pareciam uns balões prestes a rebentar de tão cheios. Estavam gordos os sacanas. Aliás, aquilo nem era bem estar gordo, era obesidade mesmo. Nunca na minha vida vira pardais tão gordos como aqueles, não era normal aquilo. Mas que grandes baleias. Será que aquela gordura excessiva era o resultado da ingestão de produtos excessivamente calóricos ou será que era simplesmente o resultado da abundância de comida? Será que até mesmo os pardais são vulneráveis à comida de plástico? Ao que parece a resposta é afirmativa. Que grandes mastodontes aqueles pardais do Macdonnalds. Ver para crer. Depois de acabar o burger, na continuação do passeio fiz questão de reparar em todos os pardais que se cruzavam no meu caminho. Eram normais, nada tinham a ver com os do MacDonnalds. Separados apenas por umas escassas dezenas de metros mas tão diferentes na fartura.



publicado por Transbordices às 18:10
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Quinta-feira, 14 de Junho de 2007
A Mama

Costuma-se dizer e costuma dizer-se que “quem não chora não mama”. Pois é no futebol que o airoso dito assume a sua plena majestosidade. Como choram e fazem birra os actores do nosso panorama futebolístico, com as suas boquinhas arredondadas apontando na direcção dos mamilos leitosos. É vê-los fazer a choradinha no campo atirando-se para a piscina na esperança de arrancar alguma uma falta batoteira. É vê-los fazer a birrinha do Pinto da Costa que por entre vendavais e tempestades lá vai arrancando umas vitórias merecidas. É vê-los protestar jogos perdidos no campo alegando as situações mais ridículas, como se as vitórias tivessem algum valor quando são conquistadas fora do campo. O que sobressai nestas tendências exageradamente mamíferas são a apetência pela batota e o mau perder.


No caso do Couceiro (refiro-me ao jogo de ontem com a Holanda) também sobressai a irresponsabilidade. Depois de perder um jogo importante para as aspirações dos sub-21, nada como recorrer aos vícios entranhados e pôr as culpas no árbitro. Melhor seria deixar-mo-nos de uma vez por todas destas atitudes infantis e conquistar um pouco mais de credibilidade do que aquela que temos actualmente por esses palcos futebolísticos Europeus. Até parece castigo – tantas vezes se chora pela mama que depois a “mamã desconfia que não é fome”. São tantas as fitas que depois se admiram por os árbitros desconfiarem que afinal de contas os andam a querer enganar. Vamos lá jogar o jogo pelo jogo e deixar de ser fiteiros – que falta de vergonha...




publicado por Transbordices às 15:26
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Quarta-feira, 13 de Junho de 2007
O Passeio

Hoje vi uma notícia curiosa no telejornal. Não me apercebi se era recente ou antiga, só sei que lhe achei piada.


O Presidente Bush (dispensa apresentações), numa visita à Albânia mistura-se com a multidão. É visto rodeado de mais populares do que seguranças. Ao que parece a perspicácia de um repórter dá pela falta do relógio do Presidente, que momentos antes exibia no pulso e de repente simplesmente deu sumiço. Na sequência da curiosidade conclui-se que afinal de contas não fora roubado por nenhum popular. O próprio Bush, pelo sim pelo não, lembrou-se de resguardar o seu guarda-tempo (um modesto pechibeque de 50 euros) no bolso. Realmente, nestas coisas de misturas com o povo não se pode um homem descuidar a guarda e como tal – fechar as pratas à chave que prevenir é o melhor remédio.


E acabei por assistir a uma ocorrência que não julgava possível. Ver o Presidente Bush misturado com populares e passeando na rua como uma pessoa normal supera todas as minhas expectativas. Só se justifica pela surpresa. Um passeio destes jamais poderá ser anunciado. Não são poucas as alminhas prontas a fazer do homem um potencial alvo para a prática do tiro, ou da bomba.


Contrariedades incitas ao pousio no poleiro mais alto, todos os outros passaritos chilreiam para o alto com os biquitos muito abertos... piu, piu, piu, piu



publicado por Transbordices às 15:56
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Terça-feira, 12 de Junho de 2007
Hermenêutica

Qual dos dois tipos leva vantagem? Sintético e preciso ou extenso e com rodeios? Na prossecução da clarificação de uma ideia dúbia qual das duas formas leva vantagem quando em confronto directo? O indivíduo que tem a capacidade para expor nitidamente o seu ponto de vista numa simples frase curta e directa ou outro que recorre a um discurso longo e com rodeios?


Provavelmente a primeira forma será mais adequada à exposição escrita, e a segunda à exposição oral. Na leitura, os pequenos pormenores não passam despercebidos, e tudo o que venha por excesso assume contornos de recorrência. Já na exposição oral, os níveis de concentração são mais diluídos, e quanto mais hermético e denso for o discurso mais difícil se torna a sua compreensão imediata. Ouvir um discurso semelhante à leitura de um texto denso não abona à interpretação, assim como ler um texto ralo e recorrente não abona à qualidade do raciocínio de quem o compôs. Entretanto na comunicação oral estes pormenores passam em claro, e quantas vezes não leva o insistente e medíocre vantagem sobre o contido mas brilhante só porque enche o espaço todo? E os discursos envolventes na defesa das ideias erróneas? As explicações intermináveis de noções erradas? Tudo bem, desde que se esteja disposto a assumir o erro assim que é compreendido. Insistir no erro com plena consciência do mesmo não abona às causas nobres, pena é que existam por aí muitos “plebeus da razão”... Estes últimos até podem ser herdeiros da coroa...



publicado por Transbordices às 16:07
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Segunda-feira, 11 de Junho de 2007
Violência Doméstica

A violência doméstica é um tema que tem andado na berlinda. Ainda na semana passada foi alvo de uma campanha de angariação de fundos num programa televisivo de grandes audiências. Apercebi-me assim muito por alto disso só porque o zapping me levou a esse programa por breves instantes. Dentre 'os' telefonistas que atendiam chamadas só um homem, na proporção de 20/1, talvez. O que me levou a pensar que essa seria uma luta exclusiva (ou quase) das mulheres – sim de algumas crianças e velhos também, não me estou a esquecer.


A violência prática está sempre no lado da força. Por alguma razão nunca vi um homem queixar-se de violência doméstica, embora creia que possam existir alguns casos. Também nunca ouvi falar em nenhum caso de violação masculina por uma mulher, nem sequer de assédio sexual (isso queríamos nós e decerto não pensaríamos em formalizar queixa). De facto, só há uma forma de minorar estes casos de abuso – através da contenção dos homens relativamente ao exercício da sua força para com as mulheres. Em termos mais gerais, o abuso de força só pode ser contido pelos que detêm em si a força, quer seja através de leis impostas (sempre falíveis) ou meditação interior (actos de consciência sentidos).


Entre os homens por vezes surgem quezílias. Nestas, o respeito e a contenção tende a imperar, pois se descamba, se as palavras insultuosas não forem bem medidas, o resultado imediato é bem conhecido – porrada, troca de argumentos com os punhos “lá fora”. Normalmente a passagem falaciosa da argumentação legítima à argumentação de arena não se faz esperar muito, para isso basta um insulto, uma observação mais deslocada do contexto. Será que em muitos dos casos de violência doméstica a mulher é tão inocente como isso? Quando os nervos aquecem e a conversa descamba para a violência são os mais fortes que batem e prevalecem, são os mais fracos que ficam com as marcas e nódoas negras para exibir. Mas realmente admito que cabe ao homem não se deixar alterar para lá do razoável.


Sim sei que existem também os abusos de poder. Quanto a esses teríamos que optar por outra abordagem, invocar argumentos diferentes... No entanto, também esses só são possíveis quando se detém a força...



publicado por Transbordices às 16:33
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Sábado, 9 de Junho de 2007
Os Tops

Afinal parece que não vou chegar aos tops, logo eu que pensava ser um novo “Saramago” em potência. A cruel e triste realidade é que não vou chegar ao “nobel”, nem sequer ficar rico à custa dos meus dotes de escriba.


Aparecem por aqui umas almas penadas, à média de 10 por dia, entre as quais algumas repetidas, mas que não me deixam sequer um pequeno sinal, uma marca que denuncie o que interpretam na minha escrita. Um sábio da antiguidade afirmava que um bom soldado assumia um porte altivo, desse modo os soldados inimigos não o abordavam no campo de batalha sem primeiro ponderar a sua força.


Eu que nem levo isto muito a peito, lá vou brincando com figuras de estilo, que tudo indica passar despercebido. Ah tempo, o tempo, os tempos, o estilo. Para lá do conteúdo pode-se também brincar com a forma, sendo esta última que prende despercebidamente Quem repara nos pequenos pormenores?, por trás da sombra nos olhos um exercício de figura...


Eu que nem ligo pêvas a isto, começo a sentir o vício, transcrever disparates a um ritmo exponencial, queria parar, vou parar, mas realmente foi mais fácil começar do que é parar, e começar foi bem difícil, preguicite. Cifrar? Vou-me deixar disso, só desta para experimentar, malditos cínicos que escondem o embaraço por trás de frases esconsas. Vou antes lavar a cara, tornar-me claro, não não sou preto, não é por aí, não tenho nada contra, refiro-me é à blogueira, um pequeno exercíciozinho de loucura, hoje apeteceu-me, já que é para brincar aos estilos... O tempo esse não pára. E agora no fim-zinho a anedota – acham que chegar até aqui não fez de vós uns palermas por ter lido estes disparates? Estou a brincar... Anedotazinha... ;) isto é para os apanhados do Pedro...



publicado por Transbordices às 15:38
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Quinta-feira, 7 de Junho de 2007
Estabilidade

Será que é desta?, pensei. Parece que estão criadas as condições ideais, vamos lá ver se avança.


Mas afinal parece que não é ainda desta. Sempre os eternos empatas, não sei se é mal do País ou se será mal da humanidade em geral. Mas como os outros Países avançam e o nosso fica sempre a marcar passo, tenho legitimidade para colocar reticências...


Ora aí está, pensei quando as últimas legislativas resultaram numa maioria absoluta - O que Portugal precisa é de estabilidade, o que Portugal precisa é que se reúnam as condições ideais para que se possam planear projectos a longo prazo. Para grandes problemas grandes medidas, e no estado em que o país está não se podem esperar resultados imediatos. Esperemos uns anos para ver no que dá.


Posso dizer que o PS não é a minha cor política, nem o PSD, nem nenhuma das cores políticas que assentam arraial nos dias que correm. A minha cor política ainda não existe, pois vai buscar tons e retoques a todas as outras cores políticas.


Mas ao que parece enganei-me. Nem sequer com uma maioria absoluta isto lá vai. A  oposição não deixa a chincalhice por mãos alheias, e vê-se de tudo para comprometer a credibilidade do trabalho do governo. Sócrates vacila, parece que já não consegue manter o sangue frio. São tantos os defeitos apontados que não consigo distinguir o engodo da realidade. Como resultado estou a ficar dormente, não sei em quem acreditar.


Já nem ligo muito às estatísticas que enchem as páginas dos jornais. Borrifei-me para os resultados imediatos. Que me interessa a mim que o desemprego baixe esta semana um por cento e que na próxima suba outro tanto? Vou antes esperar para ver os resultados lá mais para o fim do mandato, e então concluir acerca do que foi feito com esta oportunidade magistral de estabelecer um bom plano de fundo. Será que é desta que deixamos de ser um país de remendados? Vou aguardar... Seria bom que os deixassem trabalhar




publicado por Transbordices às 23:53
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